Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo

Código de Ética

8 – PROTEJAM e RESPEITEM A FLORA E A FAUNA

  • Proteja de maneira efetiva o ambiente de montanha, sua flora, sua fauna e seus recursos naturais;
  • Não polua fontes de água. Para mantê-las cristalinas, evite lavar qualquer objeto, lançar restos de comida, ou derrubar lixo na água;
  • Não perturbe aves ou qualquer outra vida selvagem, respeite os locais de interesse científico de qualquer natureza;
  • Proteja a fauna e flora, não os perturbe e respeite as áreas interditadas temporariamente para a proteção local em face de eventos científicos;
  • Observe à distância. Não siga ou se aproxime dos animais;
  • Nunca alimente os animais. Alimentá-los danifica sua saúde, altera seu comportamento natural e os expõe a predadores e outros perigos;
  • Evite qualquer contato com a vida selvagem durante épocas sensíveis: no acasalamento, migração, durante a construção de ninhos, durante a fase de aprendizagem dos filhotes ou no inverno.

9 – TENHAM ATITUDES POSITIVAS

  • Tenha uma boa atitude em relação à montanha e a pratica dos esportes que nela se desenvolvem;
  • Todo escalador/trilheiros tem o dever moral de prestar auxílio quando solicitado;

10 – POPULAÇÕES LOCAIS

  • Respeite e apoie as comunidades locais. Estabeleça vínculos de amizade e solidariedade com os moradores. A convivência gera o respeito mútuo e possibilita o aprendizado dos saberes e fazeres de cada um;
  • Respeite as origens culturais e dignidade da população local. Os vilarejos que geralmente cercam as montanhas são calmos e pacatos, não faça nada para interferir negativamente na vida local;
  • Ao encontrar gado ou animais de carga na trilha, mantenha-se do lado mais baixo da encosta.
  • Não utilize substâncias ilícitas;

11 – OUTROS VISITANTES

  • Todo montanhista deve utilizar sua liberdade, usufruindo seu espaço e sempre respeitando o próximo e sua casa;
  • Ande e acampe em silêncio, preservando a tranquilidade e a sensação de harmonia que a natureza favorece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa;
  • Cores fortes, como branco, vermelho ou amarelo devem ser evitadas, pois podem ser vistas a quilômetros de distância e quebram a harmonia dos ambientes naturais causando poluição visual;
  • Respeite os demais visitantes e proteja a qualidade da experiência deles;
  • Faça parada de descanso ou acampe longe das trilhas e de outros visitantes;
  • Seja cortês. Dê passagem a outros usuários na trilha.

12 – ÉTICA E ESCALADA EM ROCHA PONTOS DE SEGURANÇA (grampos  ou chapeletas)

  • Cuide das vias de escalada e das áreas ao redor;
  • Durante a escalada, evite apoiar-se sobre a vegetação das paredes. Nunca arranque esta vegetação. Não utilize a vegetação como apoio, proteção natural ou ancoragem. Se for imprescindível utilizar uma árvore para ancorar um rapel, utilize sempre uma fita de abandono em vez de passar a corda diretamente ao redor da árvore ou de suas raízes;
  • A corda recolhida deve ser enrolada e deixada nos pontos de asseguramento. Deste modo, você evita que, ao permanecer esticada sobre a parede, a corda acabe enroscando-se na vegetação, arrancando-a quando puxada;
  • Seja cordial com outros escaladores. Não monopolize as vias de escalada e respeite a ordem de chegada. Escale com cuidado para evitar a queda de pedras, especialmente quando houver outras pessoas mais abaixo ou na base das vias. Observe a presença de pessoas ao jogar a corda para baixo;
  • Minimize o uso de magnésio. Além de criar poluição visual às paredes, o magnésio afeta a acidez do solo;
  • Ao final da escalada, prefira descer a montanha por uma trilha. Assim, você evita duplicar a intensidade de uso da via, além de evitar também o risco da corda solta, debatendo-se sobre a vertente, prejudicar a vegetação. Só utilize o rappel quando essa for a única opção de descida.
  • Seja discreto e guarde todo equipamento ao final do dia de escalada;
  • Informe fato importante como: rochas soltas com risco de queda.  Agarras, Ps e grampos quebrados, soltos e defeituosos. Croquis contendo informações não verdadeiras;
  • Não acrescente nem remova grampos das vias existentes, a menos que você tenha autorização do conquistador ou do clube responsável pela manutenção da via. Mesmo nesse caso, estude cuidadosamente se a alteração é mesmo necessária;
  • Em caso de regrampeação – somente com autorização do conquistador, ou em sua ausência, do clube a que ele pertence/pertencia ou Federação – os escaladores que fizerem a manutenção não devem descaracterizar a rota, transferindo a original proteção dos pontos de segurança.
  • É sua responsabilidade fazer a manutenção das vias que você conquistou;
  • A utilização de dupla proteção nos pontos de parada é um fator que diminui a ocorrência de acidentes e deve ser sempre observada;
  • Sempre que possível os pontos de rapel devem ser comuns a várias escaladas;
  • Um ponto de segurança visivelmente mal colocado deve ser evitado e informado aos escaladores locais e ao conquistador para a sua substituição;
  • Responsabilize-se sobre onde, quando, com quem escalar e caminhar. Conheça a sua e a de outrem pela capacitação, qualidade e manutenção dos equipamentos;
  • Devido à exposição á intempéries, esforços, técnica na instalação de proteções, as mesmas merecem atenção especial durante escaladas;
  • Solicite autorização do proprietário, sem monopólio para abertura de vias;

13 – MATERIAL MÓVEL

  • Em escalada artificial, evite ao máximo o uso de pitons. Prefira dispositivos de ancoragem que são instalados e removidos com as mãos, como friends, nuts e Cliff hangers. Os pitons deixam cicatrizes permanentes na rocha e podem ser dispensados na maioria das vias;
  • Utilizar material móvel sempre que possível, evitando-se o uso de pontos fixos ao lado de fissuras, fendas, rachaduras às quais seria óbvio o uso de materiais móveis. Seminário Montanhismo de Mínimo Impacto no Complexo do Baú Recomendações do Subgrupo de Trabalho sobre Escalada e Manutenção de Vias www.femesp.org;

14 – ÉTICA E ESTILO

  • Ética e estilo são coisas diferentes, sendo que éticas são regras que definem procedimentos diante da prática do esporte de montanha. O estilo faz parte das características de cada escalador, ilimitado e auto justificado na relação de movimentos ao realizar uma escalada;
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