Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo

Animais peçonhentos: Compreensão para prevenção

Por: Aline Damasceno
Revisão: Agatha Matarazzo

Os animais peçonhentos são caracterizados por glândulas que produzem e expelem seu veneno pelo mecanismo de defesa ou caça. Essas glândulas se comunicam com ferrões, dentes agulhões, estrutura por onde o veneno é injetado.

Os animais peçonhentos gostam de ambientes úmidos e quentes além de serem muito encontrados em mata fechada, trilhas.

No Brasil os animais peçonhentos são encontrados em abundância por ser um país com inúmeros ecossistemas. No estado de São Paulo por ter uma área remanescente da mata atlântica, cerrados e mata de transição, propicia a ocorrência de diversos animais.

Serpentes, aranhas, escorpiões, lacraias, taturanas, vespas, algumas espécies de abelhas e marimbondos são exemplos de animais peçonhentos. São responsáveis em causar acidentes tanto em cidades como áreas rurais.

Quando uma pessoa é picada por um animal peçonhento, é importante que seja imediatamente levada ao hospital, porém pode ser tomada algumas medidas antes em caso a vítima estiver em área remota.

Segue informações de alguns animais peçonhentos que provocam mais acidentes em trilhas e rochas:

Abelhas

As abelhas consideradas animais peçonhentos são somente as espécies Apis sp. (Africana ou Européia) e a Bombus spp. Mamangava (nestas duas espécies apenas a fêmea) que contém glândula de veneno ligado ao ferrão.

Quais são as espécies?

Pelo mundo existem cerca de 20.000 espécies. O Brasil conta com uma variedade de 300 espécies da tribo Meliponini, popularmente chamadas abelhas sem ferrão. Porém 90% das abelhas que ocupam nosso território correspondem as abelhas africanizadas que são mais agressivas, resistentes e produtivas.

No Brasil entre 2000 e 2017, foram notificados 138.674 acidentes com abelhas. Desse total, 410 casos evoluíram a óbito. São acidentes considerados de saúde pública e devem ser notificados imediatamente aos órgãos de saúde.

Toxidade do Veneno

O ferrão das abelhas se localiza no final do abdômen e são mais desenvolvidos nas operárias. Está ligado a uma bolsa onde o veneno fica armazenado. E o veneno é introduzida na vítima através do ferrão e possui 2 tipos de efeitos que são:

Efeito alérgico: Varia de acordo com a sensibilidade da vítima. A reação é localizada com dores, coceiras ou coceira generalizada, inchaço no corpo, desmaios, falta de ar ou algum caso de parada respiratória.

Efeito tóxico: é representada pela quantidade de ferroadas. Os efeitos podem ocasionar a destruição o das hemácias do sangue, hemorragia interna, comprometimento dos órgãos, falência do sistema nervoso central, perda de consciência, insuficiência renal e parada respiratória.

Como evitar acidentes

  • Evite se aproximas dos ninhos de abelhas sem equipamento adequado;
  • Não caminhe na rota do voo percorrido pelas abelhas;
  • Não realize atividades próximo a colmeias, pois barulhos, odores e cores escuras chamam atenção;

A Apis mellifera possui um hábito de sair em grupo (enxame) em busca de um novo lar. Nesse momento a rainha está junto e com isso intensifica a agressividade da colmeia. Ao se deparar, se acalme e se afaste lentamente, sem movimentos bruscos e sem barulho;

A remoção de colmeias em locais públicos ou domiciliares devem ser feitos por profissionais treinados. Entrar em contato com a Central de atendimento 156 SP, Defesa Civil ou Corpo de Bombeiros da sua cidade.

Primeiros Socorros

Em caso de acidentes, remomenda-se

No caso de ocorrência com um grande número de ferroadas, deverá ser acionado imediatamente o Sistema de Emergência Médica, o SAMU que se encarregará de cuidar do tratamento pré hospitalar com as medidas de prevenção de choque e monitoramento da vítima.

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