Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo

Forças na Escalada

5- CONSIDERAÇÕES

Na verdade, a força da queda é absorvida um pouco por cada parte do sistema de segurança: pelo corpo do segurador, sua cadeirinha, nó, deslocamento do segurador, deslizamento da corda, corda, proteções, nó do escalador, cadeirinha do escalador e, finalmente, pelo corpo do escalador.

Mas é importante ressaltar que o maior responsável pela absorção de energia em todo o sistema é a corda. E para que toda a capacidade de absorção da corda seja aproveitada, é fundamental que haja pouco atrito entre ela e as proteções colocadas. Aqui, atrito não é um bom amigo.

Depois da atuação de todos esses elementos e forças durante a queda, a força que é sentida pela corda do escalador-guia equivale a 150% a força da corda do segurador. Esse aumento se deve ao atrito da corda com as proteções colocadas e à última ancoragem.

6 -CONCLUSÕES (ou dicas importantes)

1- Cheque seus equipamentos básicos de escalada, verificando se estes estão em boas condições de uso. Na dúvida, substitua-os. Verifique sua cadeirinha, corda, capacete, sapatilha, fitas e cordeletes, mosquetões, costuras, aparelhos de segurança e de descida e proteções móveis.

2- Verifique a sua cadeirinha e a do seu segurador. Antes de escalar, certifique-se de que o cinto de ambos está colocado corretamente e que as alças das pernas estão corretas – às vezes, as alças estão torcidas, e você acaba vestindo-as errado. Também veja se as fitas de sua cadeirinha estão sendo passadas corretamente pelas fivelas (e com uma volta para trás em alguns modelos), de modo que não haja chances de ela abrir em caso de uma queda.

3- Amarre-se na ponta da corda de escalada com um nó oito. Conclua com um nó de back-up, usando a ponta que sobra. Tanto o escalador guia quanto o segurador devem verificar seus nós e se estes estão corretamente ligados. Também verifique se a corda está passada através da presilha das pernas e do cinto da cadeirinha. Não se distraia enquanto faz o nó.

4- Verifique o número de proteções na via. Não confie cegamente na contagem de proteções do croqui. Geralmente é uma boa ideia adicionar uma costura extra. Também verifique se há a necessidade de costuras mais longas, que diminuem o atrito da corda.

5- Verifique o comprimento da rota e o comprimento de sua corda. Certifique-se de que a sua corda de escalada é longa o suficiente para completar a via com segurança e voltar para a base. Sua corda deve ter, pelo menos, o dobro do comprimento da via. Amarre a outra ponta da corda no segurador, ou, no mínimo, dê um nó nesta ponta.

6- Faça uma boa leitura da via antes de sair do chão. Verifique se há seções cortantes ou com platôs.

7- Leve um mosquetão ou uma fita de abandono. Antes de subir, pergunte-se se há a possibilidade de você não completar a via. Se tiver que descer a partir de uma única proteção, verifique se esta tem boas condições. Nunca passe a corda diretamente pelo olhal da chapeleta – isso pode danificar ou até mesmo cortar a sua corda!

8- Segurador: fique, o tempo todo, atento ao guia enquanto este escala! Não se distraia com outras coisas. A queda ocorre em uma fração de segundos e a sua atuação, como visto, é muito importante para minimizar as forças atuantes nesse momento.

BIBLIOGRAFIA

The Mountaineering Handbook: Modern Tools and Techniques That Will Take You to the Top, de Craig Connally, Ragged Mountain Press e The McGraw-Hill Company (2005)
Mountainnering: The Freedom of The Hills, de Steven M. Cox e Kris Fulsaas, The Mountaineers Books, 7ª edição (2003)

CONTATOS

Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo – FEMESP
www.femesp.org
Associação Brasileira de Escalada Esportiva – ABPE
www.abee.net.br
Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada – CBME
www.cbme.org.br

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